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10 de março de 2008

Franz Weissmann - O escultor do vazio

"A arte concreta encontrou, no campo da escultura - ou da construção no espaço real - terreno mais propício para seu desenvolvimento do que na pintura - espaço bidimensional - onde se limitou, na maioria dos casos, à ilustração de problemas perceptivos. O interesse dos artistas concretos pela exploração de novas relações espaço-temporais - o problema das superfícies sem fim, das múltiplas direções do espaço etc. - não poderia, na pintura, ir além da representação de tais problemas, enquanto que na escultura, lidando com elementos reais, era mais livre a invenção e maiores as possibilidades intuitivas."
Ferrreira Gullar, 1960





O cubo vazado, apresentado hoje na aula de representação gráfica pelos professores David e Brasil, em sua versão linear, de 1954, e na versão definitiva, em aço inox, 1974.

+++ Mais em: www.franzweissmann.com.br

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Pedem-me um poema
um poema que seja inédito,
poema é coisa que se faz vendo,
como imaginar Picasso cego?

Um poema se faz se vendo,
um poema se faz para a vista,
como fazer o poema ditado
sem vê-lo na folha inescrita?

Poema é composição,
mesmo da coisa vivida,
um poema é o que se arruma,
dentro da desarrumada vida.

Por exemplo, é como um rio,
por exemplo, um Capibaribe,
em suas margens domado
para chegar ao Recife.

Onde com o Beberibe,
com o Tejipió, Jaboatão
para fazer o Atlântico,
todos se juntam a mão.

Poema é coisa de ver,
é coisa sobre um espaço,
como se vê um Franz Weissman,
como não se ouve um quadrado.

João Cabral de Melo Neto, 1995

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